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É um pouco tolo falar de
quem inventou a pizza. A pizza teve um processo evolutivo muito lento ao
longo dos séculos, mas é quase certo que as culturas mediterrânicas merecem
o da sua criação. Registos históricos sugerem que pessoas no antigo Egipto,
Grécia e Roma comiam coisas muito parecidas com a nossa massa de pizza
moderna.
Os antigos egípcios tinham o costume de celebrar aniversário do
Faraó com um pão plano coberto com ervas, e Herodotus, um historiador Grego
descreveu receitas de Babilónia que são muitas parecidas à massa de pizza
contemporânea. A palavra pizza pode ser uma derivação da palavra em latim “picea”,
uma palavra que os Romanos utilizavam para descrever o pão escurecido no
forno.
PREDECESSORES DA PIZZA NA IDADE MÉDIA
A pizza claramente tomou o formato que nos é hoje familiar na pre-renascença
de Nápoles, uma grande cidade na Itália central. Os camponeses pobres
utilizavam os seus limitados ingredientes (farinha de trigo, azeite, banha,
queijo e ervas naturais) para fazer um condimentado pão plano adornado com
queijo. Queijo Mozzarella foi um dos benefícios da invasão de povos
Asiáticos que trouxeram o búfalo para Itália. Hoje, o melhor queijo de
mozzarella é ainda feito de leite do búfalo.
A palavra pizza, como hoje é soletrada, também emergiu algures no tempo da
Idade Média. Era utilizada para descrever tartes doces e salgadas que
estavam a tornar-se cada vez mais populares entre a aristocracia Italiana.
O TEMIDO TOMATE AMERICANO
Os europeus que retornaram do Peru e México trouxeram com eles aquilo que
foi originalmente pensado como sendo uma fruta venenosa: o tomate.
Precisamente como eles decidiram que o tomate era realmente comestível não
está claro, mas quando os Europeus do Sul superaram as suas suspeitas, o
tomate tornou-se enormemente popular. Hoje, certamente, o tomate é um
componente crucial na cozinha Mediterrânea, e é ainda utilizado na maioria
das receitas de pizza.
NÁPOLES TORNA-SE A CAPITAL DA PIZZA NO MUNDO
Nápoles assumiu gradualmente a sua reputação como tendo a melhor pizza de
Itália por todo o século 17 e 18. No século 19 a pizza tornou-se uma comida
rápida muito popular.
Contudo, antes das pizzarias se tornarem muitas populares, vendedores de rua
(tipicamente jovens rapazes) andavam pela cidade com pequenos fogões de lata
à cabeça, apregoando para atrair clientes. Embora indiscutivelmente
desconfortável para estes jovens do século 19, este método de venda na rua
fez da pizza um produto ainda mais popular e preparou o caminho para a
abertura da primeira pizzaria do mundo.
A primeira pizzaria do mundo, " Pizzaria Antica Port'Alba ", foi aberta em
1830 e está ainda hoje no negócio, na Via Port'Alba, 18 em Nápoles. As
pizzarias nesta altura incluíam habitualmente um grande forno de tijolo, um
balcão em mármore onde a massa era preparada, e uma prateleira com
ingredientes. As pizzarias Napoletanas contemporâneas ainda são feitas da
mesma forma que à 100 anos atrás. Os grandes fornos de tijolo fazem-nas
incomodamente quentes em qualquer estação excepto no Inverno, mas o sabor
único destas pizzas em forno de tijolo é inigualável. Pizzaioli (fabricantes
de pizza) montam frequentemente as pizzas no balcão de mármore à frente dos
olhos do cliente.
Alguns escritores consideraram a pizza como uma invenção do homem que é
responsável pela internacionalização do fenómeno (mas o facto deste homem
ter trabalhado numa pizzaria torna difícil apelidá-lo de pai da pizza!). Em
1889, Rafaele Esposito da Pizzaria di Pietro e Basta Cosi (agora chamado de
Pizzaria Brandi) fizeram pizza especialmente para a visita do Rei Umberto e
da Rainha Margherita. Para fazer a pizza com um aspecto mais patriótico,
Esposito utilizou molho de tomate vermelho, queijo do mozzarella branco e
folhas verdes de manjericão como toppings. A Rainha Margherita adorou a
pizza, que futuramente se tornou num standard mundial chamado de Pizza
Margherita. A pizzaria Brandi, agora com mais de 200 anos, ainda exibe
orgulhosamente uma nota de agradecimento real assinada por Galli Camillo,
chefe da casa real, datada de Junho de 1889.
As pizza Napoletanas ainda são amplamente reconhecidas como a melhor do
mundo, provavelmente por causa dos ingredientes frescos disponíveis para
pizzarias de Nápoles: ervas, alho, e tomates que crescem nas ricas cinzas
vulcânicas do Vesúvio, e mozzarella fresco de leite do búfalo.
Hoje, a Associazione Verace Pizza Napoletana (a Associação da verdadeira
pizza napoletana) mantém directrizes muito rígidas para os ingredientes,
massa e cozinhado. Esta organização de elite mantém que a massa de pizza
deve ser feita unicamente com farinha, fermento natural ou fermento de
cerveja, sal e água. A massa deve ser amassada à mão ou em batedeiras que
não causem o seu sobreaquecimento, e deve ser perfurada por baixo e formada
à mão. Também só são permitidos de tijolo com funcionamento a lenha em
formato de sino, em pizzarias que pertencem a esta organização. A pizza deve
ser cozinhada na superfície do forno (frequentemente feito de pedra
vulcânica), e não em qualquer panela ou recipiente, com temperaturas de
forno alcançando pelo menos 400-430° C. Esses fornos têm frequentemente de
ser aquecidos durante horas antes de se puder fazer a primeira pizza.
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