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A história do
cacau
Da planta ao cacau
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Onde cresce?
O berço da semente de cacau é a bacia do Amazonas.
Durante século 17 e 18 o cultivo espalha-se às Filipinas e Índia. No século
19 a árvore de cacau foi também introduzida na parte oeste de África e hoje
em dia a Costa do Marfim, Ghana e Nigéria têm-se tornado os países com maior
crescimento.
Porém, cerca de 20% da produção mundial de cacau ainda
vem da América Central e do Sul, com o Brasil e o menos extenso Equador como
principais fornecedores. O restante vem da Ásia, com a Malásia e Indonésia
(principalmente Java e Sumatra) como os maiores produtores. Todas as áreas
produtoras de cacau estão centradas à volta do equador, e isto não é uma
coincidência: a planta de cacau necessita de elevadas temperaturas e altos
níveis de humidade.
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Uma árvore é conhecida pela sua fruta
A árvore de cacau é estreita e alta. O tronco e ramos
são adornados durante todo o ano, com flores cor-de-rosa ou brancas. No
estado selvagem pode crescer até 20 metros de altura. Apenas 5% das árvores
produzem fruta e cada uma produz um máximo de 30 frutas por ano. A árvore
que se cultiva hoje em dia cresce de 4 a 10 metros e é muito mais produtiva.
Isto pode permitir colheitas até 2500 kg por hectare, contrariamente aos 500
kg na árvore tradicional.
Entre as permanentes flores da árvore de cacau podemos
ver fruta em vários estágios de desenvolvimento. O formato em ovo da fruta
do cacau mede entre 15 e 30 centímetros e penduram-se nos troncos e ramos
maiores. Cada fruta contém entre 30 e 40 sementes de aproximadamente 1 cm de
comprimento. |

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A colheita e o processo de fermentação
Depois de cerca de 4 meses a frutas de cacau ficam
maduras e são cortadas da árvore. São abertas e a pele entre as filas de
feijões é retirada e deitada fora juntamente com a casca. Quando expostas à
luz, as cremosas e coloridas sementes viram imediatamente uma matiz de roxo.
Estão agora prontas para o processo de fermentação.
As sementes são empilhadas em cima de folhas de banana
ou em cestos e cobertos com folhas de banana. Microorganismos alimentam-se
do açúcar na polpa circundando cada semente e converte-a em álcool e dióxido
de carbono, e finalmente em ácido acético. Durante este processo as sementes
são continuamente viradas para permitir uma fermentação uniforme. A
fermentação demora entre 4 e 9 dias dependendo do tipo de semente. Separa as
sementes da polpa, remove o seu poder de germinar e dá a cor e sabor. |

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Secar e despachar
Antes de poderem ser despachadas para o mercado, as
sementes devem secar. São colocadas em camadas espessas pranchas de madeira
ou esteiras de bambu e expostas ao sol durante aproximadamente 14 dias. Aqui
também, são continuamente viradas.
Uma vez secas as sementes são embaladas em sacos,
armazenadas, numeradas e da marcadas. São retiradas amostras de forma a
garantir a qualidade. As sementes são então despachadas e comercializadas no
mercado internacional. |

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Limpar, tostar e esterilizar as sementes
Sementes de diferentes origens têm as suas próprias
qualidades. E é necessário ter conhecimento para saber que mistura irá
produzir o melhor chocolate.
Mas antes de serem misturadas e processadas, as
sementes de cacau devem estar perfeitamente limpas. Por isso são
seleccionadas, retira-se o pó, pedras e passam por um detector de metais.
Depois são tostadas. Isto é um processo muito crítico porque determina o
aroma. Para além disso, quando tostadas, a casca separa-se do núcleo e a
semente é esterilizada ou, por outras palavras, liberta de bactérias.
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Quebrar as sementes e calibrar os 'Nibs'
Depois de tostadas, as sementes são esmagadas contra
pratos, para quebrar, e assim libertar os núcleos ou 'nibs'. Esses nibs são
calibrados segundo o seu tamanho, em máquinas próprias. Os nibs e cascas são
soprados através de túneis de vento. O sopro do ar remove até mesmo os mais
pequenos fragmentos de pedaços de cascas que ainda se agarram ao nibs,
enquanto o nibs cai para o fundo.
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Preparando a massa de cacau
Depois de moído obtém-se uma mistura castanho-escuro de
partículas de cacau e manteiga de cacau. Isto é chamado de massa de cacau. É
armazenado em tanques e bombeado para as várias linhas de produção.
Neste ponto, a massa de cacau é sujeita a alta pressão
e a manteiga de cacau é espremida até se ficar apenas com cacau em pó puro.
A manteiga e o pó podem então ser combinados para uso em chocolate, ou
vendido e utilizado em outras aplicações.
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Conching
As características finais do chocolate são
obtidas através de um processo, que é conhecido como conching. De facto,
conch é uma máquina gigante, que amassa por várias horas, permitindo
evaporar o excesso de humidade e ácidos. Durante o processo de produção a
viscosidade e fluidez do chocolate é regularmente medido.
Depois deste processo são adicionados em
quantidades medidas, lecitina e manteiga de cacau. O chocolate agora tem
fluidez requerida para ser bombeada para os tanques de armazenamento, onde
espera o seu destino final. |
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Liberalizar a comercialização do cacau
O IMF e o Banco Mundial montaram um programa especial
para fornecer assistência excepcional para ajudar os países mais pobres a
reduzir as suas dívidas externas. A ajuda é dada apenas se concordam seguir
com políticas económicas, que incluem a liberalização no comércio
internacional.
Em 1986 a Nigéria liberalizou o seu mercado de cacau e
em 1991 os Camarões seguiram-lhe o caminho. A Costa do Marfim tem-se oposto
aos planos de reforma do IMF e Banco Mundial mas está agora a ceder a essa
pressão. Durante muitos anos a 'Caisse de stabilisation' ou ' Caistab'
manteve os preços agrícolas a um nível razoável, escolhendo o momento
oportuno para exportar determinadas quantidades de cacau, diminuindo assim o
impacto de flutuações no preço internacional numa multidão de pequenos
produtores.
Desde 1 Outubro 1999 que o Caistab não está operacional
e o maior produtor de cacau do mundo está agora a sofrer todos os caprichos
do mercado livre. Não está suficientemente claro que efeito terá este novo
desenvolvimento no mercado internacional e nos produtores de cacau da Costa
do Marfim.
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